10.8.08

01dez02

(sobre um passeio de bicicleta)

Saí do banho agora (14h23) e nada é muito definido no meu rosto!

O percurso hoje foi aquele “de distância” mesmo. Menos novidades que no “exploratório”, mas tem muito forte aquilo de se chegar ao que já se conhece de um jeito novo. É uma “apropriação” de um fraçãozona da cidade.

Na ida cortei pelo Brooklin, passei na Mé, deixei os convites do coral da escola e conversamos um pouco. De lá, atravessei a Bandeirantes e misteriosamente estava na Faria Lima! Do Brooklin hoje reparei nas vilas, fotografei aquela fábrica... Uma praça sem nada, só uns bancos repletos de “pais e filhos”. A maior concentração de carrinhos de bebê de SP! Meio inexplicável...

Shopping Iguatemi, Eusébio Matoso, Largo da Batata foi um pulo. O de Pinheiros só vi de longe. Continuei na Faria Lima até a Pedroso, o limite do passeio de hoje, fotografei a carambola pra registrar. Subi a Cardeal, passei para a Teodoro, Henrique Schaumann, cortei ao meio e vi o Benedito nu na praça não travestida de feira... Segui, cortei a Brasil e embarquei na Groenlândia... Gostoso cruzar a Nove de Julho espiando a pontinha da São Gabriel, antecipando os carros na faixa de pedestres durante o farol vermelho. Da praça Cora Coralina _quero ler!_ já vi o parque, o “atalho” não funcionou muito. Acabei saindo pelo muro de pular (com Gil e Kiyoto em 2000), mas caí na República do Líbano, pelas voltas que dei... Daí pra frente, Moema. Atrás do shopping, o cheiro de todas as comidas de shopping ao mesmo tempo, com destaque para o chinês e o hamburguer... Melhor até o cheiro de vagem com fumaça da Groenlândia! Na Chácara Flora _ depois da fonte me perdi_ cheiros tantos que eu não sabia qual sentir. Não era como a hípica do Brooklin, que tem cheiro definido de cavalo. Era vagem, bife, cocô de cachorro, mato, predominando o cheiro de narina seca, que além de cheirar, dói. Estou cansada até agora! Também tinha cheiro vindo da casa grande: era molho de tomate. Molho de lata, só podia!

Deixei uma história na Ibirapuera, da Bandeirantes até a Vieira de Morais pensei nela, nos xistas, tistas, ditas e quistas; xatos´titicos-dãs-quiquitos! Todos xaropes _prefiro ser eu!

E agora lembrando do meu rosto de novo, como é inconsistente! O queixo, até a boca, que é mais desenhada, tudo parece que deixa vazar para fora! Os olhos são vivos, nem redondos, nem apertados. O nariz talvez seja o ponto mais decidido, parece ter vida própria, assim como a testa, cinema, sempre passando um filme. E tudo se dilui de vez nas sobrancelhas, direto para o espaço!

Melhor almoçar! (14h44)
(do caderninho de 2002; publicado no jornal 1:1000 em 2004)

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